Bispo fala da preparação para eleições 2014

Bispo fala da preparação para eleições 2014

Por: noticias.cancaonova.com Dom Antônio Augusto Dias Duarte Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro ArquivoDom Antônio Augusto escreve mensalmente sobre assuntos relacionados à defesa da vida O voto consciente e político dos cidadãos numa eleição considerada importante para o destino de um país tão continental como é o Brasil exige uma mudança substancial na forma de visualizar cada candidato aos poderes executivos e legislativos.

Por: noticias.cancaonova.com

Dom Antônio Augusto Dias Duarte
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro
ArquivoDom Antônio Augusto escreve mensalmente sobre assuntos relacionados à defesa da vida
O voto consciente e político dos cidadãos numa eleição considerada importante para o destino de um país tão continental como é o Brasil exige uma mudança substancial na forma de visualizar cada candidato aos poderes executivos e legislativos.
A experiência nacional de mais de um século permite dizer que uma pura demagogia e uma mera exposição de planos de governo e de atuação legislativa dispensam os eleitores de fazerem uma avaliação só programática para ver quem são os melhores servidores do povo brasileiro.
Um voto consciente no momento cívico importantíssimo da eleição tem como critério uma visão tridimensional ética dos candidatos.
A primeira visão ética será a pessoal, já que na relação existente entre votante e votado o que se deve ver é a honestidade, a integridade e o respeito mútuos entre eles. Votos não se vendem, nem se manipula a inteligência dos eleitores com palavras vazias ou ambíguas nem com promessas que já sabem de antemão que ficarão no ar ou só no papel.
Ter caráter é ter integridade pessoal e familiar, é ter o compromisso político de servir ao povo e nunca servir-se do povo, é ter honestidade na gestão dos bens públicos, é ser promotor e defensor da vida humana, é ter respeito pela família constituída pelo homem e pela mulher e fundada sobre o casamento sólido e permanente.
A segunda visão ética é sobre a ideologia que inspira os políticos no seu serviço ao país. As ideologias assumidas por alguns partidos obrigam tanto seus membros e de uma forma tão impositiva e coercitiva, que até lhes impedem o exercício da liberdade das suas consciências.
Um leitor consciente de seu papel participativo nos destinos do país não pode fechar os seus olhos a essa forma imoral ou amoral de ser político – no Brasil, que obriga candidatos ao Congresso e às Assembléias e ao poder executivo assumirem posições contrárias à verdade e aos valores humanos autênticos e com os quais se constroem uma nação justa e fraterna.
A terceira visão ética da forma de ser dos candidatos permite ver com nitidez que a promoção da moralidade pública da nação brasileira reclama a promulgação de leis positivas inspiradas em princípios éticos inscritos naturalmente na humanidade de cada cidadão. Indivíduos, comunidades e Estado sem a guia de verdades morais naturais se tornarão, individual e coletivamente, em fontes de atitudes egoístas e o mundo se converterá num lugar perigoso, pois lhe faltará a verdade, a bondade, a solidariedade e a justiça. O futuro seguro do Brasil pede políticas educacionais, econômicas, sociais e de saúde pública que trabalhem para a construção de crianças e jovens ricos em humanidade e na responsabilidade ética.
Temos um ano, aproximadamente, para purificar a visão, seja do povo brasileiro, seja de quem ambiciona servi-lo nos poderes executivos e legislativos.
Dom Antônio Augusto Dias Duarte é bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro. Formado em medicina e especializado em Pediatria, Dom Antônio é membro da Comissão Episcopal para a Vida e Família da CNBB. No noticias.cancaonova.com, o bispo escreve uma coluna mensal sobre defesa da vida.
Todas às terças-feiras, você acompanha no noticias.cancaonova.com colunas sobre os temas: frases marcantes do Papa Francisco, defesa da vida, liturgia e teologia moral.

Dom Antônio Augusto Dias DuarteBispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

ArquivoDom Antônio Augusto escreve mensalmente sobre assuntos relacionados à defesa da vida

O voto consciente e político dos cidadãos numa eleição considerada importante para o destino de um país tão continental como é o Brasil exige uma mudança substancial na forma de visualizar cada candidato aos poderes executivos e legislativos.
A experiência nacional de mais de um século permite dizer que uma pura demagogia e uma mera exposição de planos de governo e de atuação legislativa dispensam os eleitores de fazerem uma avaliação só programática para ver quem são os melhores servidores do povo brasileiro.
Um voto consciente no momento cívico importantíssimo da eleição tem como critério uma visão tridimensional ética dos candidatos.
A primeira visão ética será a pessoal, já que na relação existente entre votante e votado o que se deve ver é a honestidade, a integridade e o respeito mútuos entre eles. Votos não se vendem, nem se manipula a inteligência dos eleitores com palavras vazias ou ambíguas nem com promessas que já sabem de antemão que ficarão no ar ou só no papel.
Ter caráter é ter integridade pessoal e familiar, é ter o compromisso político de servir ao povo e nunca servir-se do povo, é ter honestidade na gestão dos bens públicos, é ser promotor e defensor da vida humana, é ter respeito pela família constituída pelo homem e pela mulher e fundada sobre o casamento sólido e permanente.
A segunda visão ética é sobre a ideologia que inspira os políticos no seu serviço ao país. As ideologias assumidas por alguns partidos obrigam tanto seus membros e de uma forma tão impositiva e coercitiva, que até lhes impedem o exercício da liberdade das suas consciências.
Um leitor consciente de seu papel participativo nos destinos do país não pode fechar os seus olhos a essa forma imoral ou amoral de ser político – no Brasil, que obriga candidatos ao Congresso e às Assembléias e ao poder executivo assumirem posições contrárias à verdade e aos valores humanos autênticos e com os quais se constroem uma nação justa e fraterna.
A terceira visão ética da forma de ser dos candidatos permite ver com nitidez que a promoção da moralidade pública da nação brasileira reclama a promulgação de leis positivas inspiradas em princípios éticos inscritos naturalmente na humanidade de cada cidadão. Indivíduos, comunidades e Estado sem a guia de verdades morais naturais se tornarão, individual e coletivamente, em fontes de atitudes egoístas e o mundo se converterá num lugar perigoso, pois lhe faltará a verdade, a bondade, a solidariedade e a justiça. O futuro seguro do Brasil pede políticas educacionais, econômicas, sociais e de saúde pública que trabalhem para a construção de crianças e jovens ricos em humanidade e na responsabilidade ética.
Temos um ano, aproximadamente, para purificar a visão, seja do povo brasileiro, seja de quem ambiciona servi-lo nos poderes executivos e legislativos.
Dom Antônio Augusto Dias Duarte é bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro. Formado em medicina e especializado em Pediatria, Dom Antônio é membro da Comissão Episcopal para a Vida e Família da CNBB. No noticias.cancaonova.com, o bispo escreve uma coluna mensal sobre defesa da vida.
Todas às terças-feiras, você acompanha no noticias.cancaonova.com colunas sobre os temas: frases marcantes do Papa Francisco, defesa da vida, liturgia e teologia moral.

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